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Abril Azul: 7 ações de conscientização para o RH fazer nas empresas

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6 minutos de leitura
abril azul

O Abril Azul é dedicado a uma causa muito significativa: o autismo. Portanto, gestores de RH e CEOs precisam mostrar nas suas empresas porque é essencial refletir, discutir e agir sobre esse tema nas suas organizações.

Dados do Center of Diseases Control and Prevention (CDC) mostram que até 2% da população mundial tem autismo. No Brasil, cerca de 2 milhões de pessoas vivem com esse distúrbio. Para destacar a importância do autismo, foi criado o Abril Azul, um mês internacional dedicado à conscientização sobre essa condição.

Neste artigo, mostraremos como sua empresa, especialmente a área de Recursos Humanos, precisa ter um olhar cuidadoso sobre essa campanha no mês de abril. 

Além disso, apresentamos sugestões de ações necessárias para incluir o Abril Azul no calendário do RH e promover um crescimento interno. Veja abaixo!

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O que é Abril Azul?

Existem muitas dúvidas sobre essa campanha. Afinal, o que é Abril Azul? O que significa Abril Azul?

O Abril Azul é uma iniciativa mundial que visa conscientizar as pessoas sobre o autismo. Desde 2008, seguindo a orientação da ONU, essa campanha deseja combater o preconceito e incentivar um cuidado maior com esse grupo.

Como citado, existe uma quantidade significativa de pessoas com essa condição. Sendo assim, é fundamental que os autistam sejam inseridos e adaptados na sociedade, tratados de forma justa e igualitária.

Isso é válido para todos os espaços sociais, inclusive o ambiente de trabalho, onde existem direitos e garantias regulamentadas para os autistas que devem ser respeitados.

Conscientização sobre o autismo: tipos

De fato, existem muitas dúvidas em torno do tema, além disso, existem diferentes tipos e níveis de autismos que devem ser compreendidos pela sociedade.

O Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-V) classifica os tipos de autismo como Transtornos do Espectro Autista (TEA) e os divide em duas categorias de sintomas: deficiências na comunicação social e comportamentos restritos e repetitivos.

Os subtipos de autismo mais comuns são: Síndrome de Asperger, Transtorno Autista, Transtorno Desintegrativo da Infância e Transtorno Invasivo do Desenvolvimento – Não Especificado (TID-NE).

Além desses subtipos, existem outros menos frequentes, como a Síndrome de Rett e o Transtorno Desintegrativo Infantil ou Síndrome de Heller.

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Níveis de autismo

Além dos tipos de autismo, existem também variações em relação aos níveis dessa condição. Portanto, a sociedade precisa se informar para saber mais sobre o tema. Os níveis são:

  • Nível 1 (Leve): apresenta dificuldades para iniciar a relação social, pouco interesse em interagir com os outros, problemas de planejamento e organização.
  • O Nível 2 (Médio): possui deficiência mais grave nas relações sociais e comunicação, mais inflexibilidade nos comportamentos, dificuldades com mudanças e comportamentos repetitivos.
  • Nível 3 (Grave): é possível observar os déficits graves na comunicação, dificuldade extrema para iniciar interações sociais, grande sofrimento para mudar o foco das ações e lidar com mudanças e comportamentos repetitivos.

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Quais os direitos dos autistas na sociedade?

A Lei nº 12.764/12 assegura a Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista. Isso significa que elas têm direito ao suporte pedagógico, que pode incluir professores auxiliares, adaptação de conteúdos e prazos maiores.

No entanto, é importante informar que o TEA (Transtorno do Espectro Autista) não é considerada uma doença. Portanto, pessoas com autismo não têm aparência específica que demonstre uma doença.

Além disso, a lei assegura prioridade no atendimento e em processos nos quais as pessoas com TEA estejam envolvidas, buscando garantir a inclusão social dessas pessoas na sociedade.

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Como incluir os autistas no mercado de trabalho?

O autismo ainda é um tema considerado tabu no mercado de trabalho. Isso porque o maior obstáculo para a inclusão desses profissionais é a desinformação e a falta de preparo das empresas.

No entanto, é importante saber que a Lei nº 12.764/12 garante a inclusão de autistas no mercado de trabalho. Portanto, as empresas precisam criar vagas para incluir os autistas, assim como preparar a equipe e adaptar as condições ambientais de trabalho para atender os profissionais com autismo.

As lideranças também precisam entender quais atividades são mais adequadas para a pessoa autista, assim como evitar situações de isolamento e dificuldade de expressão.

Por que contratar pessoas com autismo?

É importante que os profissionais de RH e DP, além dos CEOs das empresas, saibam que contratar profissionais com TEA (Transtorno do Espectro do Autismo) podem gerar diversas vantagens para a instituição.

Veja os benefícios que um profissional com TEA agrega nas empresas:

  • facilidade em atividades rotineiras e processos padronizados;
  • pontualidade e foco nas tarefas;
  • capacidade de pensar de forma diferente e criativa;
  • excelente memória para dados e processos;
  • motivação em relação às tarefas;
  • respeito às normas estabelecidas no ambiente de trabalho;
  • entre outros.

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A importância de abordar o autismo nas empresas

A conscientização sobre o autismo é essencial para que empregadores possam oferecer apoio adequado. Por isso, o RH precisa entender a importância de abordar a campanha Abril Azul e outras campanhas mensais nas empresas, como o Março azul-marinho e lilás, por exemplo.

Porém, a falta de informação gera preconceitos e leva as pessoas a subestimarem o potencial e as habilidades dos autistas. Para mudar essa realidade, é fundamental causar uma mudança de mentalidade e realizar ações efetivas dentro da organização.

7 dicas de ações sobre o Abril Azul para o RH 

O RH pode realizar ações do Abril Azul para conscientizar os colaboradores e promover a inclusão social. Algumas ações sugeridas incluem:

1. Promover debates sobre autismo 

Promover palestras, workshops ou rodas de conversa sobre o autismo pode ser uma excelente forma de conscientizar os colaboradores. Esses encontros podem ser feitos com profissionais especializados sobre a condição, pessoas autistas e familiares. Dessa forma, é possível esclarecer dúvidas e desmistificar estereótipos e preconceitos.

Além disso, essas ações podem criar um ambiente mais inclusivo e acolhedor para os funcionários autistas ou com familiares autistas.

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2. Criar um programa de inclusão na empresa 

O RH pode criar um programa de inclusão na empresa para oferecer oportunidades de trabalho para pessoas com autismo. Esse programa deve ser desenvolvido com profissionais especializados, a fim de respeitar as habilidades, potencialidades e limitações.

Aliás, também é necessário fornecer suporte e treinamento para os colaboradores e gestores da empresa, para saberem como lidar com os profissionais autistas.

3. Realizar campanhas de comunicação interna

Existem diversas ideias de campanhas de comunicação interna que podem ser feitas pelo setor de Recursos Humanos. Como a divulgação de informações sobre o autismo, os direitos da Lei nº 12.764/12, sinais, sintomas, diagnóstico, entre outros.

Para automatizar essas campanhas, a área pode contar a ajuda de um software de RH, como a Factorial, que permite criar eventos e comunicados para manter os colaboradores informados.

Esse software envia mensagens e informações relevantes aos funcionários, assim como a criação de grupos de conversas e outras inúmeras funcionalidades.

🎥 Veja no vídeo como usar o recurso de comunidades para comunicação interna ⬇️

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4. Fazer campanhas nas redes sociais

As redes sociais da empresa (LinkedIn, Instagram, Facebook e Tik Tok) ou a rede social corporativa são ferramentas poderosas para a instituição se comunicar com seus públicos. Na campanha do Abril Azul não pode ser diferente!

Use o tema da campanha para compartilhar informações e engajar a comunidade interna e externa. Aliás, os colaboradores também podem postar fotos, vídeos e conteúdos sobre o tema nas redes sociais ou no portal interno.

O recurso do Portal do Colaborador da Factorial RH, por exemplo, também permite que cada funcionário crie seu perfil pessoal para acessar e compartilhar informações. Fica a dica!

5. Treinar adequadamente a liderança

Para receber um profissional autista, é necessário treinar as lideranças e os gestores das equipes, a fim de compreenderem as particularidades do transtorno e as características individuais. 

Além disso, os líderes devem compartilhar informações sobre o TEA com a equipe, solicitando respeito e proibindo atitudes discriminatórias.

Também é importante que os gestores estejam atentos às habilidades e preferências do profissional autista. Isso porque alguns possuem aptidões em questões lógicas, atividades com regras bem definidas, boa memória visual, entre outras.

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6. Incentivar atividades voluntárias

O RH pode incentivar os trabalhadores a participar de atividades voluntárias ou doações para instituições que apoiam o autismo. Dessa forma, os profissionais podem ajudar pessoas com autismo e suas famílias, estimulando a solidariedade, a responsabilidade social e o engajamento dos colaboradores.

7. Decorar o ambiente de trabalho 

Nesse Abril Azul, o RH pode decorar o ambiente de trabalho com símbolos com balões, fitas e laços azuis. Ainda é possível distribuir camisetas e bonés com a cor ou o logotipo da campanha, gerando pertencimento nos funcionários. Essas ações ajudam a chamar atenção para o autismo e criar um ambiente mais inclusivo na empresa.

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Amanda Miquelino é redatora na Factorial para o mercado do Brasil. Jornalista e Criadora de Conteúdo, é apaixonada pela estratégia de SEO e pelo Marketing Digital. Por aqui, escreve tudo sobre o universo do RH para otimizar a rotina e a produtividade dos profissionais desse setor!   

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