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O que é e como funciona a liderança na gestão de pessoas?

No mundo ideal, liderança e gestão de pessoas caminham juntas. Lado a lado, têm como propósito bater metas, alcançar os objetivos da empresa e promover mutuamente o bem-estar entre os membros da equipe. Parte fundamental das boas práticas do RH e que devem se manter no mercado laboral.

Se oito horas das nossas vidas, durante cinco dias da semana, dedicamos ao trabalho, então que cada minuto seja agradável, produtivo e construtivo, não é mesmo?

No entanto, não é bem assim que funciona. O universo corporativo está repleto de exemplos de más gestões. Uma das suas consequência são ambientes tóxicos que dificultam ao profissional desempenhar as suas funções.

Não por acaso, a Organização Mundial da Saúde (OMS) incluiu o burnout – termo que define o esgotamento mental do indivíduo – como uma síndrome ocupacional resultante de situações de stress, pressão e desmotivação associadas ao trabalho. Embora diversos fatores somados causem a síndrome, é impossível não atribuir parte dela como consequência de um cenário laboral pesado, normalmente mal gerido.

Líder do passado x futuro

Essa experiência negativa acontece porque muitas organizações ainda não entenderam o que é ser chefe. Afinal, aquele indivíduo “temido pela equipe”, é uma atribuição do passado; agora o que se espera é que a pessoa em cargo de gerência tenha capacidade de liderar. E isso exige que o indivíduo seja empático, diplomático, empreendedor, inspirador e, sobretudo, muito prudente ao valorizar o capital humano.

Hoje, qualquer empresário que queira apostar no crescimento sustentável da empresa tem de investir em uma liderança focada na gestão de pessoas. Caso contrário, o famigerado “vestir a camisa da organização” será praticamente inexistente.

Neste texto, destrinchamos o conceito de gestão de pessoas, o perfil de um líder e de que forma é possível desenvolver a liderança. Confira!

Índice

De olho no conceito: o que significa gestão de pessoas?

Antes de entrarmos propriamente na definição, é importante não confundir a gestão de pessoas com a gestão de Recursos Humanos. Enquanto a primeira é aplicada em diferentes departamentos da empresa, por diferentes líderes, a segunda trata de responsabilidades exclusivas do setor de RH. Por exemplo, como lidar com treinamentos, folhas de pagamento, contratações, etc.

Essa diferença também ocorre entre o departamento pessoal e os Recursos Humanos. Saiba mais sobre isso aqui!

Com esta breve dissociação, você já deve estar um pouco a par do que significa a gestão de pessoas, entretanto, o conceito ainda vai além. Ele trata de um conjunto de métodos para gerir o capital humano da sua empresa e dar os requisitos necessários para que possam se desenvolver e melhorar seu desempenho.

Algumas das técnicas de gestão de pessoas incluem:

  • Investir nas contratações;
  • Proporcionar treinamentos;
  • Dar feedbacks constantes de desempenho;
  • Reconhecer e valorizar feitos;
  • Praticar a escuta das necessidades dos funcionários;
  • Estimular a inovação e a criatividade;
  • Promover a valorização do capital humano;
  • Incentivar um ambiente de trabalho diverso e acolhedor.

Ou seja, a gestão de pessoas inclui reconhecer a importância do capital humano e colocá-lo no centro da organização.

Ademais, conseguir tirar o melhor do gerenciamento dos funcionários inclui a evolução da performance e do clima organizacional. Sendo assim, importante associar a prática de incentivo aos objetivos da empresa.

Alinhando interesses: a gestão estratégica de pessoas

O primeiro passo antes de promover a gestão de pessoas é identificar as metas de crescimento da organização, a sua visão de negócio e a sua ética. Ao saber essas informações, fica mais fácil para o RH. Começa então a busca pelas competências necessárias nos candidatos de acordo com o que a empresa espera deles. Isso também dá à empresa o poder de criar treinamentos que farão as pessoas se desenvolverem dentro do que a organização visualiza como essencial.

Neste contexto, é importante saber que cada setor, com suas particularidades, tem algo a aportar no crescimento da organização. Para isso, é necessário que a liderança na gestão de pessoas cada área esteja alinhada com as propostas da empresa.

Falando em liderança… qual o perfil, hoje, de um líder?

Nas empresas que focam em liderança e gestão de pessoas, há um certo consenso das qualidades do líder neste cargo. Essas habilidades, inclusive, são mutáveis e evoluem juntamente com as próprias mudanças do mercado de trabalho.

Uma das prioridades de uma liderança é saber definir tarefas e isso envolve priorizar, delegar a outras pessoas e confiar nelas para a execução do trabalho. E por que essas três ações na equipe são fundamentais? Pois as organizações perceberam que é impraticável que um líder exerça o microgerenciamento – quando o gestor tira qualquer autonomia do funcionário e acompanha o trabalho dele minuciosamente quase com uma lupa.

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Para evitar esse cenário, o ideal é que o líder seja uma pessoa que saiba se comunicar bem. Através de orientações objetivas e coesas, as pessoas têm capacidade de tocar seu trabalho de maneira fluida, evitando erros e acelerando entregas.

Além disso, em um mercado de trabalho que prega a diversidade e o convívio com a diferença, destaca-se o líder que abre espaço para as pessoas serem quem elas são. Assim como, possui capacidade de ouvir a todos e, principalmente, encoraja as pessoas a opinarem e serem participativas.

Por mais clichê que se possa soar, a liderança se exerce através do exemplo. Por isso é importante que os líderes mostrem confiança nas suas atitudes e coloquem em prática os comportamentos que eles pregam.

Como desenvolver a liderança?

Eis que chegamos em um segundo clichê: um líder não nasce, ele se torna líder. Ainda que as habilidades de liderança não sejam natas, o ponto positivo é que elas podem ser desenvolvidas. Para isso, é preciso que a pessoa tenha consciência das suas competências e das suas deficiências. Dessa maneira, se envolver na empreitada de permitir expandir as suas qualidades e saber lidar com seus obstáculos pessoais.

Essa é caminhada em prol do autoconhecimento e desenvolvimento não precisa ser feita de maneira individual; ela pode contar com o auxílio de um profissional treinado para guiar a pessoa em seu processo de capacitação pessoal e profissional. Abaixo, saiba como desenvolver a liderança.

Coaching

O coaching já é bastante conhecido entre os executivos brasileiros. Trata-se de um aperfeiçoamento profissional que empodera líderes para terem atitudes mais evoluídas, desenvolvendo capacidade de dar feedbacks construtivos, a comunicação não-violenta, o trabalho em equipe, a inovação, a criatividade, etc. Aliás, o próprio feedback é um dos termos de RH essenciais.

O processo de coaching acontece em parceria com um profissional especializado, chamado de coach, que será responsável por definir metas e orientar as sessões com o coachee (o cliente) que costumam ter uma duração de 1 hora, na frequência que for conveniente, podendo ser semanal, quinzenal ou mensal.

Nessa interação, o coach guia seu cliente para alcançar os objetivos estabelecidos e o ajuda a quebrar crenças e comportamentos que o limitam na execução das suas atribuições.

Mentoring

Ao contrário do coaching, que é mais focado no desenvolvimento de habilidades profissionais, o mentoring trabalha no diagnóstico de problemas. Em seguida, trabalha a gestão da empresa e em como resolver os impasses. Nele, um mentor, que costuma ser uma pessoa experiente do mesmo segmento da empresa a ser analisada, avalia diferentes processos e propõe melhorias.

Ter um diagnóstico feito por alguém fora da empresa ajuda o líder a identificar problemas que ele não visualizava, assim o capacita a ter mais segurança em suas tomadas de decisões. Dessa maneira, abre-se caminho para capacitar áreas até então com graves deficiências de gestão.

Counseling

Outro método de desenvolvimento profissional é o counseling, que funciona com base no aconselhamento. No entanto, a dinâmica não é apenas dar um conselho e pronto. O facilitador, sabendo do diagnóstico, instigará o líder a desenvolver o seu potencial para uma tomada de decisão, seja relacionada a um problema pontual, seja sobre como proceder na gestão com seu time.

Psicoterapia

É a terapia tal qual ocupa o imaginário das pessoas, administrada por um profissional de psicologia. Há diferentes abordagens de terapia, com diferentes finalidades: comportamental, psicoanalítica, existencial, Gestalt, etc.

Frequentar sessões com um psicólogo ajuda o líder a se conhecer e, assim, desenvolver inteligência emocional para lidar com os desafios da gestão. Entre as vantagens do autoconhecimento está o poder de aprimorar os relacionamentos interpessoais. Vê a vantagem aqui? É o recomendado para liderar um time com pessoas engajadas.

Aliás, é importante pontuar um fator na liderança da gestão de pessoas. Pela demanda da rotina de trabalho, é normal que o líder acabe deixando de lado a gestão de pessoas – o que, como vimos, deveria ser prioridade. Uma maneira de encontrar mais tempo para focar no capital humano é automatizar algumas atividades gerenciais da empresa.

Usar um software de HR, como a Factorial, que permite executar ciclos de avaliação de desempenho com a equipe, ajuda a mantê-la envolvida, participativa e com a certeza de um feedback constante orientado à evolução.

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Texto de Marcela Gava e edição de Maria Esther Castedo

Escritora e jornalista, autora no blog da Factorial. Escreve sobre recursos humanos, leis, desenvolvimento e treinamento de equipes de alta performance.

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