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Diversidade e personal branding: como será o mundo pós COVID-19 segundo o GLOOW

As lógicas de trabalho vem mudando muito nos últimos 10 anos. Seja por pressões externas ou internas, começamos a ver temas como a diversidade dentro de discussões nas empresas. Bem como comitês para promover a diversidade nas suas múltiplas facetas: a igualdade racial, de gênero e os direitos da população LGBTQ+.

No entanto, o COVID-19 veio para acrescentar mais elementos para esta mistura. É possível garantir oportunidades iguais quando estamos trabalhando em casas diferentes? Como este novo normal vai afetar (e está afetando) o nosso dia a dia no ambiente de trabalho?

Para responder estas e outras perguntas, nós conversamos com a Marina Marques, do GLOOW. A Marina é especialista em branding e depois de anos morando em Sao Paulo, mudou-se para Estocolmo atrás de um sonho. Hoje ela assessora empresas e profissionais a incorporarem a diversidade no local de trabalho e a melhorarem o seu personal branding.

Antes de aprofundarmos no tema dessa entrevista, gostaríamos que você explicasse um pouco mais sobre o Gloow. 

Qual é a missão da empresa, um pouco da sua história e como o GLOOW se diferencia hoje no mundo digital? 

M: Hoje em dia, temos acesso a todas os tipos de notícias e conteúdos na internet, mas não vejo as pessoas se posicionando ou tendo opiniões críticas sobre os assuntos “polêmicos”, tenho a sensação de sempre mais do mesmo. A minha ideia essencial é reunir conversas inteligentes e opiniões interessantes para debater tópicos importantes do mundo de hoje. Narrativas em que a diversidade, a igualdade de gênero e a sustentabilidade são pilares essenciais. É hora de usar nossas vozes para causar um impacto positivo, crescer e brilhar juntos, portanto, a colaboração se tornou essencial nesta era de perturbações. 

Uma plataforma que visa a conexão real e grandes conversas. Somos uma empresa fundada em Estocolmo, mas nosso trabalho e impacto não tem fronteiras. O GLOOW surgiu da idéia de criar um novo tipo de plataforma, que visa redefinir a nova realidade do mundo hiperconectado em que vivemos. Mais do que uma revolução, estamos vivendo uma evolução. Vamos #GLOOW juntos. 

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Sabemos que hoje tanto os consumidores e profissionais têm outras necessidades e expectativas perante às empresas e um dos pontos mais importantes é a diversidade. 

Como você enxerga o cenário atual no Brasil e no mundo quanto à promoção da diversidade dentro das empresas? 

M: A diversidade é fundamental para quem deseja resultados. No Brasil, as empresas estão mudando lentamente suas políticas e estão mais conscientes do fato de que a diversidade não é apenas boa para fazer a sua empresa parecer “legal” (infelizmente, existe um hype sobre esse assunto em todo o mundo), mas essencialmente a diversidade traz a união de diferentes pontos de vista e é a melhor maneira de abraçar a igualdade também. 

Quando um grupo de pessoas com antecedentes, família, história semelhantes, faz uma campanha ou define estratégias, elas provavelmente terão pontos cegos de reflexão, que impactará na tomada de decisões e resultados. Uma equipe diversificada pode ir além, pode pensar e criar de maneiras diferente; as empresas têm o dever de incluir todos nas decisões que moldam nossas culturas. 

Mas eu vejo no Brasil (excluindo São Paulo e Rio), que o tema diversidade, é muito focado em apenas no tópico homens e mulheres, e não na diversidade como um todo. Em lugares como Suécia, Dinamarca, Alemanha, França, a maioria de suas empresas aborda o assunto, tendo um bom equilíbrio entre homens e mulheres nas funções de Executivos e concentrando-se mais na diversidade em todos os aspectos. 

 

Quais são os primeiros passos que uma empresa deve tomar para promover um ambiente de trabalho mais igualitário? 

M: O primeiro passo é reconhecer o problema em sua empresa, olhar para dentro antes de externalizar. Depois que uma empresa decide tomar ações reais em relação à diversidade, não há como voltar atrás, precisará garantir que as próximas etapas sejam executadas com total responsabilidade. Portanto, a política interna da empresa também precisará se ajustar/ alterar algumas de suas políticas para essa nova realidade que elas estão construindo. Para criar um ambiente diverso, a organização precisa garantir que as pessoas que estão escrevendo as medidas para mudar seja um grupo diversificado, onde todos possam ser colaboradores e que tirem o interesse próprio da construção deste trabalho. 

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Qual deveria ser o papel do RH e dos gestores neste processo de transição? 

M: Para garantir uma transição sem turbulências em direção a grandes mudanças, os departamento de recursos humanos é essencial para promover as novas políticas. O problema é que a maioria das empresas estão usando a mesma abordagem desde sempre, que não se conecta ao mundo de agora ou fala efetivamente com seus funcionários. 

Os gerentes podem ser as fontes certas para trabalhar em conjunto com o RH para criar ações e treinamento com foco na diversidade, que sejam coerentes para interpretar, fáceis de adaptar e adotar. Consequentemente, eles precisam construir uma forte comunicação interna que preze pela transparência, ao construir um espaço seguro para que todos sintam-se a vontade para serem nada além de si mesmos, sem medo de se expressar. 

Entre as muitas mudanças que estamos vivendo, temos que destacar também a incorporação do trabalho remoto no dia a dia. 

Para você, como isso pode mudar a lógica das relações dentro do ambiente de trabalho? 

M: Trabalhar de casa era o mundo dos sonhos de todos antes da pandemia do Covid19, mas estudos em todo o mundo mostram que o cenário mudou. O confinamento nos fez apreciar mais a conexão do mundo real e o ambiente de escritório. Não acredito que uma empresa seja 100% remota. 

Como Peter Drucker diz: “A cultura come estratégia para o café da manhã”. Ou seja, uma empresa não se baseia apenas em resultados, mas também em cultura, significado, pessoas e contato visual. Mas acredito que veremos grandes mudanças, como edifícios menores para reduzir custos, rotação de funcionários, menos viagens, reuniões significativas, e a facilitação da opção de trabalhar de casa ao menos uma vez por semana. 

O trabalho remoto também afeta o nosso personal branding. Como podemos tirar proveito das ferramentas online para desenvolver a nossa marca pessoal? 

M: A marca pessoal tornou-se mais essencial do que nunca, as pessoas entenderam que elas são mais do que o local em que trabalham, portanto, para ser visto nessa nova realidade, você precisa se destacar, ter voz, causar impacto e mostrar suas diferenciais e colocar em prática o que o torna único, se mostrar! 

Para destacar seus diferenciais no mercado é uma construção de fatores, devemos lembrar que autenticidade e humanismo são duas tendências do novo normal. As pessoas buscam conexões REAIS nas quais podem se relacionar, motivando o crescimento pessoal.

Este artigo também está disponível em: English UK

Apaixonada por cultura, employer branding e desenvolvimento de equipes. Hoje está na Factorial.. Trabalhou com empresas multinacionais e empresas brasileiras para auxiliar na expansão das suas equipes em diferentes mercados.

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