Entenda o que é design thinking aplicado aos Recursos Humanos

O conceito do design thinking foi popularizado por Tim Brown, CEO da IDEO e designer. Para ele, o método consiste em olhar e analisar o mundo ao redor com empatia, praticidade e vai muito além de simplesmente ter uma visão estética. No entanto, o design thinking foi apropriado pelo mundo dos negócios e trouxe inovação para áreas como a gestão de pessoas. O design thinking ao lado dos recursos humanos propõem soluções inovadoras para problemas complexos, feita entre todos e com foco nas pessoas.

Além disso, a metodologia do design thinking nos recursos humanos têm ganhado força e espaço nas empresas brasileiras. É o que nos conta Rafael Perez, especialista em cultura e gestão, e designer, que embarcou na área de RH há 6 anos. Atualmente em Barcelona, na Espanha, ele faz uma máster em Design Management. Ele nos conta um pouco sobre o design thinking, como aplicar nas empresas, sua visão sobre a área de RH, desafios e perspectivas para o futuro. Rafael também compartilhou sua trajetória na entrevista a baixo. Assista o vídeo e entenda como o design thinking pode ser uma solução inovadora para o setor.

Além de um modelo de gestão

Como nos conta Rafael, o design thinking deve ser uma proposta que deve ser abraçada por líderes e donos da empresa. Sem esse apoio, é difícil com que a companhia consiga obter os resultados esperados. É um trabalho em conjunto, feito em diversas etapas e que busca o engajamento de todos os colaboradores. Aliás, Rafael também expõe como os contextos de cada empresa afetam a maneira como será levado o processo do design thinking em recursos humanos.

Isso acontece porque empresas de portes e culturas organizacionais diferentes possuem realidades separadas e nem sempre as mesmas dores. Resolver um problema em uma grande empresa é diferente de resolver em empresas menores. Portanto, é essencial considerar o ambiente em que os colaboradores estão inseridos, as demandas dos gestores e seus anseios de onde querem chegar. Como falou Rafael, a burocracia e os processos de cada uma são diversos.

Outro aspecto interessante é como os recursos humanos podem aportar e atuar nessa gestão aliada ao design thinking. O setor tem papel fundamental em propor esse tipo de soluções e pode ainda usar de diversas ferramentas em conjunto. Para Rafael, um desses pontos são os dados reunidos e aplicados em RH. Agora, é possível que o profissional de RH e sua equipe possam reunir informações e relatórios sobre quais pontos enxergam como os mais importantes na tomada de decisão. Tópico que vamos abordar abaixo.

O RH estratégico: como ele funciona

De fato, já se foi o tempo em que os recursos humanos eram um setor técnico e responsável apensar por cumprir atividades burocráticas. Segundo Rafael, o RH estratégico é reflexo de um futuro em que é possível para o setor ter uma posição mais valorizada e que faz a diferença na empresa. Afinal, o RH hoje trabalha com dados, relatórios, avaliações, acompanhamentos de profissionais, desenho de carreiras, busca por talentos, criação de culturas e muito mais.

Esta nova roupagem pode parecer um desafio para os departamentos de RH e gestão de pessoas que ainda não se atualizaram. Como é o caso de usar a tecnologia ao seu favor, por exemplo, no uso de softwares de recursos humanos. Essas e outros tipos de ferramentas aplicadas ao design thinking nos recursos humanos são elementos que estarão cada vez mais presentes nas empresas. Por isso, é fundamental que o setor busque compreender essas alterações que também são demandas do próprio colaborador. Sendo assim, perguntamos ao Rafael: e os colaboradores, como eles têm se tornado cada vez mais o centro de investimento e atenção das empresas?

Foco nos colaboradores

Assim como o design thinking aplicado ao RH propõe uma visão holística do contexto da empresa, também busca atender às necessidades dos colaboradores. A empatia e o bem-estar são alguns dos cuidados pela qualidade de vida no trabalho e fora dele, para que o colaborador seja capaz de se desenvolver. De acordo com Rafael, as empresas estão se dando conta – em diferentes níveis – como elas tem impacto e podem afetar o colaborador.

Sendo assim, Rafael explica que vivemos em uma geração que busca essa comunicação com a empresa, de forma aberta e transparente. Alguns colaboradores, se enxergam a possibilidade, não pensam duas vezes de optar por outra empresa onde ele tenha esse espaço de abertura e apoio. Até por isso que muitas empresas vêm adotando consultorias e práticas de recursos humanos como o design thinking que sejam capazes de trazer novas propostas para a mesa.

Então, isso pode significar que empresas que se mantenham com velhos padrões dificilmente poderão se manter no futuro? É provável. Como disse Rafael, a empresa deve esta disposta a implementar mudanças que acontecem em etapas e em ritmos que vai depender de um boa variedade de fatores. Porte, tecnologia, cultura e entre outros elementos que terão influência na capacidade da empresa de inovar. E isso é dentro do próprio espaço de trabalho. Não podemos esquecer que essas alterações também afetam a imagem externa da empresa e seu desenvolvimento no mercado.

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