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“Não há mais espaço para ser off-line em RH”: recolocação e tecnologia no setor

É quase unânime que a setor de Recursos Humanos teve que se adaptar às pressas com o surgimento do coronavírus. Um dos assuntos mais em alta é a recolocação profissional, afinal, nem todos os trabalhadores mantiveram o cargo durante esta crise. O que também é demonstrado no aumento de buscas sobre o tema no Google Trends. Diante disso, também temos áreas do mercado que foram mais valorizadas que outras, como nos conta Andressa Paltiano, HR Influencer TOP 5 Latam e referência em transformação digital e inovação em RH.

É por isso que ela também faz parte do programa de recolocação profissional “Vai Lá e Faz!” da RDCTV, de Porto Alegre – RS, ao lado de João Mateus. O programa é novo e consiste em debater sobre empreendedorismo, negócio, recolocação profissional e ajuda quem está buscando novas oportunidades no mercado. Confira abaixo a entrevista para a Factorial sobre recolocação e tecnologia aplicada aos Recursos Humanos.

Para começar, gostaria de que você contasse como surgiu a ideia do programa “Vai Lá e Faz!”. Ele está voltado para algum grupo de profissionais específico?

A:  Antes de tudo, gostaria de agradecer o convite e dar boas-vindas a Factorial no Brasil. O programa foi idealizado pelo João Mateus, empreendedor renomado do sul do país, que me convidou a fazer parte da equipe acredito que muito por eu ter esse perfil “Vai Lá e Faz” onde atuo na assessoria. O programa é voltado para pessoas que se identificam com empreendedorismo e muita atitude, queremos mostrar que todo nosso trabalho vai muito além de um programa de TV, investindo também em programas sociais, incluindo a recolocação de profissionais e apoio à instituições de caridade.

São muitos os debates acerca sobre recolocação no momento, em especial pelos desafios durante o COVID-19. Empresas estão criando novos modos de adaptar suas formas de produção e trabalho, enquanto que candidatos procuram por oportunidades para agora.

Há algum tipo de área ou profissional que seja mais requisitado ou leve vantagem no momento? 

A: O momento é de reposicionamento, ou seja, fomos “obrigados” a evoluir 10 anos em menos de 6 meses, com isso, muitas profissões deixaram de existir e outras passaram a ser mais valorizadas, obviamente profissionais da saúde, de tecnologia e a própria área de RH tiveram um salto por conta do COVID-19.

Então, faço uma ressalva em relação ao processo de recolocação profissional, pois vejo muitos profissionais ditos de RH “aproveitando” o momento de desemprego para prometer resultados inatingíveis, quando penso que deveríamos unir forçar e auxiliar gratuitamente neste tipo de processo agora. Mesmo em situações de crise, as transformações trazem evolução e nos forçam a sair da zona de conforto, nos reposicionam e no final nos trazem bons frutos.

Dentro da área de RH, vemos processos se alterando para se adaptar à uma “nova normalidade”.

Que processos de Recursos Humanos você acredita que sofrerão as maiores mudanças?

A: Agora mais do que nunca, o home office se consolidou e com isso, uma prática que já falava há algum tempo vem se consolidando, a automatização de processos dentro do RH, dentre eles, como principais posso citar o processo de recrutamento e seleção, avaliação de desempenho, capacitação e DP.

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Como você analisa o momento atual de transformação digital em RH? Quais dores ainda precisam soluções e são as mais urgentes?

A: Estou vibrando com tudo que vem acontecendo, pois há um ano atrás estava praticamente sozinha brigando para que os profissionais de RH buscassem a transformação digital, e hoje o cenário bem ou mal, já evolui bastante, porém ainda reforço que aqueles profissionais que forem resistentes a esse tipo de mudança, infelizmente serão engolidos pelo mercado, não há mais espaço para ser off-line em RH ou em qualquer outra atividade. 

Por último, Andressa, como pode o RH atuar para propor melhores soluções em momentos de crise como agora? Tanto para empresas quanto para seus colaboradores.

A: O RH neste momento é peça fundamental para todos os stakeholders, apoiando as empresas em soluções de gestão de crise, reforço de cultura e reposicionamento de equipe, assim como prestando todo o suporte necessário aos colaboradores que estão trabalhando em home office ou até mesmo aqueles que precisaram ser recolocados.

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Entrevista por Maria Esther Castedo

Escritora e jornalista, autora no blog da Factorial. Escreve sobre recursos humanos, leis, desenvolvimento e treinamento de equipes de alta performance.

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