{"id":31587,"date":"2020-10-20T18:09:09","date_gmt":"2020-10-20T16:09:09","guid":{"rendered":"https:\/\/factorialhr.com\/blog\/?p=31587"},"modified":"2023-09-08T12:50:26","modified_gmt":"2023-09-08T10:50:26","slug":"assedio-sexual-trabalho","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/factorialhr.com.br\/blog\/assedio-sexual-trabalho\/","title":{"rendered":"Campanha #TrabalhoSemAss\u00e9dio, entrevista com Neivia Justa sobre ass\u00e9dio sexual no trabalho"},"content":{"rendered":"<p>Pela primeira vez, em n\u00edvel nacional, foi realizada uma <a href=\"https:\/\/thinkeva.com.br\/pesquisas\/assedio-no-contexto-do-mundo-corporativo\/\">pesquisa sobre ass\u00e9dio sexual no trabalho<\/a> em ambientes online e offline. Fruto da parceria entre LinkedIn e Think Eva, a pesquisa tamb\u00e9m envolveu uma campanha em v\u00eddeo para retratar os tipos de mensagens online que as mulheres recebem. Uma das participantes foi <a href=\"https:\/\/www.linkedin.com\/in\/neiviajusta\/\">Neivia Justa<\/a>, quem convidamos para uma entrevista sobre a iniciativa e para falar sobre essa viol\u00eancia, muitas vezes oculta, mas recorrente no espa\u00e7o laboral.<\/p>\n<p>Neivia \u00e9 jornalista e uma das Top Voices do LinkedIn. Com uma ampla carreira em empresas de grande porte, tamb\u00e9m se especializou na forma\u00e7\u00e3o de l\u00edderes de alto escal\u00e3o. Nesse sentido, convive com o desafio de <a href=\"https:\/\/factorialhr.com.br\/blog\/gestao-de-pessoas-e-talentos\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>alertar e conscientizar sobre o ass\u00e9dio no trabalho<\/strong><\/a>.<\/p>\n<h2><strong><span style=\"color: #695ee8;\">Gostaria que voc\u00ea come\u00e7asse contando como foi participar da campanha #TrabalhoSemAss\u00e9dio do LinkedIn e Think Eva?\u00a0<\/span><\/strong><\/h2>\n<p>Foi muito bom! Inclusive, acabei de republicar um artigo que escrevi h\u00e1 dois anos contando da primeira experi\u00eancia de ass\u00e9dio sexual que sofri, em 1993. Eu at\u00e9 cito brevemente no artigo esse epis\u00f3dio. Ent\u00e3o, quando a Erica Firmo do LinkedIn me convidou para participar da campanha, eu aceitei prontamente! Porque acho que \u00e9 um assunto muito grave que se fala muito pouco.<\/p>\n<blockquote><p><strong>As pessoas fazem de conta que ele n\u00e3o acontece [o ass\u00e9dio] e de 27 anos para c\u00e1, quando sofri esse ass\u00e9dio, at\u00e9 hoje nada mudou. A \u00fanica diferen\u00e7a \u00e9 que agora a gente pode falar sobre isso, em 1993 voc\u00ea n\u00e3o tinha essa possibilidade de falar sobre o tema, n\u00e3o tinha a quem recorrer e hoje voc\u00ea pode falar. A partir da campanha do #MeToo me inspirei pra ter a coragem de contar minha experi\u00eancia. Foi muito doloroso escrever sobre o assunto, reviver a sensa\u00e7\u00e3o que \u00e9 muito dura, mas eu achei que era necess\u00e1rio.\u00a0<\/strong><\/p><\/blockquote>\n<p>E por que aceitei fazer parte da campanha? Porque eu tenho duas filhas adolescentes, de 15 e 17 anos, e meu prop\u00f3sito \u00e9 deixar o mundo melhor do que eu encontrei. Ent\u00e3o, eu fa\u00e7o tudo que est\u00e1 ao meu alcance para que as pessoas entrem em contato com essa reflex\u00e3o, entender que isso n\u00e3o \u00e9 normal e n\u00e3o est\u00e1 certo.<\/p>\n<p>A campanha em si foi muito gostosa de fazer, ainda n\u00e3o est\u00e1vamos em pandemia, em fevereiro produzimos a campanha. Cada uma das Top Voices fez um peda\u00e7o do roteiro com a equipe individualmente e eu adorei o briefing que a produtora me deu. Eu fui a \u00fanica que fiz a campanha em movimento, eles me propuseram que poderia viver a parte da experi\u00eancia e diversidade, ent\u00e3o a proposta foi gravar na Avenida Paulista dentro de um \u00f4nibus.<\/p>\n<blockquote><p><strong>O mais curioso \u00e9 que mais ou menos na mesma \u00e9poca em que gravava a campanha, eu fui chamada por uma empresa de tecnologia para fazer uma palestra sobre ass\u00e9dio sexual. Isso porque o diretor dessa startup tinha sido denunciado pela estagi\u00e1ria de que ele vinha constante assediando ela. Esse cara era diretor e s\u00f3cio tamb\u00e9m. Os fundadores da startup n\u00e3o sabiam como lidar com aquilo.\u00a0<\/strong><\/p><\/blockquote>\n<p>Ent\u00e3o, eu fui contatada pela diretora de RH, que me conhecia de outras empresas em que eu tinha feito palestras. Constru\u00edmos juntas a abordagem, fiz uma conversa com todos da startup, de quem servia caf\u00e9 at\u00e9 o presidente, e com a presen\u00e7a do assediador.<\/p>\n<p>Foi uma experi\u00eancia muito \u00fanica porque eu achei que a presen\u00e7a dele iria inibir as pessoas de falarem, porque no final das contas todos sabiam porque eu estava ali. Tamb\u00e9m achei que talvez ele ficaria inibido, mas foi muito curioso: as mulheres soltaram o verbo, n\u00e3o citaram ele, e eu fiquei numa posi\u00e7\u00e3o em que n\u00e3o queria olhar para ele, fiquei de lado. Mas, me surpreendi porque as mulheres falaram de tudo que sofriam l\u00e1 dentro, da falta de respeito, da viol\u00eancia, o que sentiam e que aquilo acontecia recorrentemente. O sujeito era t\u00e3o cara de pau que at\u00e9 participou da conversa como se tudo aquilo n\u00e3o fizesse respeito a ele.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o, a produ\u00e7\u00e3o dessa campanha foi emblem\u00e1tica com estar numa startup e lidando com esse assunto junto com o assediador dentro da sala. Mas todos ali estavam com vontade e coragem, foi um sopro de esperan\u00e7a que de fato hoje, temos condi\u00e7\u00f5es de mudar essa realidade.<\/p>\n<p><iframe title=\"Campanha #TrabalhoSemAss\u00e9dio | LinkedIn e Think Eva\" width=\"500\" height=\"281\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/l56lw8tb8z8?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<h2><strong><span style=\"color: #695ee8;\">Interessante que tenha havido essa postura, porque como sabemos, a maioria das empresas deixa na impunidade ou finge que nada est\u00e1 acontecendo.<\/span><\/strong><\/h2>\n<p>Sim, fingem que n\u00e3o acontece. Ou, o que \u00e9 ainda mais grave, delega para o RH. Outro caso \u00e9 quando acham que porque t\u00eam um canal de den\u00fancia, o assunto est\u00e1 resolvido. Isso \u00e9 o que gera o dado rid\u00edculo do estudo do LinkedIn e Think Eva: <strong>apenas 5% das mulheres t\u00eam coragem de denunciar, porque elas n\u00e3o acreditam no sistema.<\/strong><\/p>\n<p>J\u00e1 trabalhei em empresas globais e sempre fui muito combativa nessa quest\u00e3o de <em>compliance<\/em>, o que entrava o ass\u00e9dio moral, muito mais que o sexual que ainda \u00e9 tabu. Eu sempre fui muito combativa com meus pares da \u00e1rea jur\u00eddica porque era uma caixa de pandora ali.<\/p>\n<blockquote><p><strong>Eu era a pessoa de comunica\u00e7\u00e3o, dizia que enquanto a gente n\u00e3o der transpar\u00eancia ao processo e disser o que acontece com quem faz o ato, como ser\u00e1 punida e como fechou o caso, as pessoas n\u00e3o v\u00e3o ter coragem. Com toda raz\u00e3o, v\u00e3o achar que o efeito ser\u00e1 contra elas, vai ser retaliada ou demitida. Por isso a gente n\u00e3o denuncia, simples assim.\u00a0<\/strong><\/p><\/blockquote>\n<h2><strong><span style=\"color: #695ee8;\">E nas redes sociais como fica essa quest\u00e3o? Como o pr\u00f3prio LinkedIn, que demonstrou na pesquisa que o n\u00famero de mensagens subiu em 55% durante a pandemia e tamb\u00e9m aumentaram os casos de ass\u00e9dio na plataforma.<\/span><\/strong><\/h2>\n<p>Antes, voc\u00ea denunciava ou bloqueava o assediador, mas ficava ali. Voc\u00ea n\u00e3o sabia o que acontecia com aquela pessoa, se era banida da rede ou se tinha algum tipo de puni\u00e7\u00e3o. Isso fez com o LinkedIn revisitasse todo o processo. <strong>Agora, o Linkedin te d\u00e1 um satisfa\u00e7\u00e3o de como foi o encaminhamento e se o caso est\u00e1 encerrado<\/strong>. Assim como, voc\u00ea tamb\u00e9m pode dizer se considera ou n\u00e3o o caso como encerrado. Assim, voc\u00ea consegue ter essa transpar\u00eancia que n\u00e3o tem em outras redes.<\/p>\n<p>E olha como \u00e9 curioso, como a quest\u00e3o do ass\u00e9dio sexual \u00e9 sist\u00eamica. A pesquisa do LinkedIn era para ser lan\u00e7ada em mar\u00e7o, por conta do Dia Internacional da Mulher, mas pela pandemia, n\u00e3o conseguimos lan\u00e7ar. \u00cdamos lan\u00e7ar em 1\u00ba de maio, mas ainda est\u00e1vamos no pico da pandemia. Ent\u00e3o, decidimos lan\u00e7ar agora com a retomada do trabalho. <strong>No dia 5, a Plan Internacional, apresentou uma pesquisa global com 14 mil meninas para falar de abuso sexual nas redes.<\/strong><\/p>\n<p>As meninas come\u00e7am a ser assediadas a partir dos 12 anos, supostamente voc\u00ea n\u00e3o poderia entrar nas redes antes dos 13, mas sabemos que isso n\u00e3o acontece. Dos 12 aos 16, acontece principalmente no Facebook. Algumas meninas s\u00e3o assediadas a partir dos 8 anos e a maior reclama\u00e7\u00e3o delas \u00e9 que os assediadores sejam punidos e que o processo seja transparente. Porque mesmo se o perfil \u00e9 bloqueado, o assediador cria outro perfil e entre em contato de novo.<\/p>\n<div id=\"attachment_31588\" style=\"width: 874px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-31588\" class=\"wp-image-31588 size-full\" src=\"https:\/\/factorialhr.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/20172253\/assedio-trabalho-estudo.png\" alt=\"assedio trabalho estudo\" width=\"864\" height=\"504\" srcset=\"https:\/\/factorialhr.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/20172253\/assedio-trabalho-estudo.png 864w, https:\/\/factorialhr.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/20172253\/assedio-trabalho-estudo-300x175.png 300w, https:\/\/factorialhr.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/20172253\/assedio-trabalho-estudo-768x448.png 768w\" sizes=\"(max-width: 864px) 100vw, 864px\" \/><p id=\"caption-attachment-31588\" class=\"wp-caption-text\">Fonte: Plan International\/Estudo: Liberdade Online<\/p><\/div>\n<p>Ent\u00e3o, as redes sociais s\u00e3o um ambiente extremamente inseguro e violento para as meninas tamb\u00e9m. Come\u00e7a quando a gente \u00e9 crian\u00e7a e segue pela vida, \u00e9 muito sistem\u00e1tica a quest\u00e3o. Por isso, precisamos combater a consequ\u00eancia no ambiente de trabalho, mas tamb\u00e9m precisamos combater no in\u00edcio.<\/p>\n<h2><span style=\"color: #695ee8;\"><strong>Voltando ao dado que voc\u00ea comentou, que apenas 5% das entrevistadas que sofreram ass\u00e9dio recorreram ao RH, como fazer para que o departamento de gest\u00e3o de pessoas seja visto como um lugar de acolhimento e justi\u00e7a?<\/strong><\/span><\/h2>\n<p><strong>Pra mim s\u00f3 tem um jeito: dando o exemplo.<\/strong> As pessoas precisam ver que o est\u00e1 sendo dito \u00e9 verdade, viver na pr\u00e1tica. N\u00e3o tem outro jeito de criar confian\u00e7a, voc\u00ea s\u00f3 vai confiar no sistema se perceber que o que est\u00e1 sendo dito \u00e9 o que voc\u00ea vive todos os dias. E que no caso do ass\u00e9dio, quem est\u00e1 assediando \u00e9 punido e se torna exemplo para toda organiza\u00e7\u00e3o e para que n\u00e3o aconte\u00e7a de novo.<\/p>\n<p>Na \u00faltima empresa que trabalhei como executiva, vi um dia uma funcion\u00e1ria humilhar a mo\u00e7a da lanchonete de uma maneira imperdo\u00e1vel, desumana. Algumas pessoas intervieram e pegou muitas outras de surpresa. Uma pessoa da minha equipe interveio para acabar com a situa\u00e7\u00e3o. Eu falei que ela precisava denunciar e ela dizendo que n\u00e3o ia dar em nada. Disse que ela precisava acreditar no sistema e se as coisas falhassem, eu que estava no <em>board<\/em> e falaria sobre o tema.<\/p>\n<p><strong>Ela denunciou e a agressora foi demitida.<\/strong> Quem tinha presenciado e denunciou, recebeu um retorno do processo pelo RH dizendo que a pessoa foi demitida e que aquilo era um comportamento inaceit\u00e1vel. Onde eu acho que o processo poderia ter sido melhorado \u00e9 que precis\u00e1vamos ter falado sobre isso abertamente, n\u00e3o s\u00f3 nos canais internos, mas nos pontos de contato com nosso time, ter trazido para a conversa. Assim, temos mais confian\u00e7a no sistema.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/factorialhr.com.br\/blog\/testes-recrutamento-selecao\/\"><img decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-29152\" src=\"https:\/\/factorialhr.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/09162251\/testes-recrutamento-selecao-pessoal.png\" alt=\"testes recrutamento selecao pessoal\" width=\"1800\" height=\"616\" srcset=\"https:\/\/factorialhr.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/09162251\/testes-recrutamento-selecao-pessoal.png 1800w, https:\/\/factorialhr.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/09162251\/testes-recrutamento-selecao-pessoal-300x103.png 300w, https:\/\/factorialhr.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/09162251\/testes-recrutamento-selecao-pessoal-1024x350.png 1024w, https:\/\/factorialhr.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/09162251\/testes-recrutamento-selecao-pessoal-768x263.png 768w, https:\/\/factorialhr.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/09162251\/testes-recrutamento-selecao-pessoal-1536x526.png 1536w\" sizes=\"(max-width: 1800px) 100vw, 1800px\" \/><\/a><\/p>\n<h2><strong><span style=\"color: #695ee8;\">Voc\u00ea tamb\u00e9m trabalha com a forma\u00e7\u00e3o de l\u00edderes. Como empoder\u00e1-los e fazer um encaminhamento para que sejam pessoas ativas no combate ao ass\u00e9dio sexual no trabalho?<\/span><\/strong><\/h2>\n<p><strong>Primeiro, colocando a conversa em pauta.<\/strong> Tenho um programa que fa\u00e7o toda ter\u00e7a e sexta no LinkedIn ao vivo, chama \u201cL\u00edder com Neivia\u201d, em que somente entrevisto profissionais de C-Level e conselheiros e inclu\u00ed o ass\u00e9dio sexual na pauta. Vou conversar toda semana com um e uma l\u00edder para falar sobre ass\u00e9dio sexual e perguntar como ela\/ele combatem o problema nas suas empresas. Semana passada, entrevistei a Marise Barroso, que foi presidente da Avon, ela falou que foi assediada sexualmente na Venezuela, h\u00e1 mais de 30 anos, pelo chefe dela. Ent\u00e3o, primeiro trazer o assunto.<\/p>\n<p><strong>Segundo, a gente tem que desenvolver mecanismos para que principalmente os homens entendam o que isso significa na vida de uma mulher.<\/strong> Sempre falo que o melhor jeito, sempre, \u00e9 apelar para o emocional. Por exemplo, no artigo que escrevi falo que \u201cse voc\u00ea n\u00e3o consegue imaginar como uma mulher que sofre ass\u00e9dio sexual se sente, pergunte para sua m\u00e3e, irm\u00e3, tia, prima, namorada, esposa se ela j\u00e1 sofreu ass\u00e9dio sexual e como se sentiu. E trabalhe para que sua filha n\u00e3o passe por isso\u201d. Quando voc\u00ea acessa a quest\u00e3o pessoal das mulheres da vida desses homens, eles se sensibilizam. A gente sempre acha que acontece com os outros e h\u00e1 uma muralha que protege os nossos.<\/p>\n<blockquote><p><strong>A primeira vez que publiquei esse artigo, a resposta dos homens foi muito interessante. Muitos disseram que n\u00e3o tinham coragem de perguntar, porque n\u00e3o sabiam como lidariam com o tema. Outros perguntaram e disseram que elas contaram que sofreram ass\u00e9dio sexual. Quando voc\u00ea acessa essa quest\u00e3o mais pessoal, traz pra vida de cada um e fica mais f\u00e1cil de lidar. <\/strong><\/p><\/blockquote>\n<p>Sempre falo que temos que entrar em contato com o sentimento do outro. Apesar de dor ser um sentimento intransfer\u00edvel, voc\u00ea pode tentar entender como a outra pessoa se sente. Essa foi das coisas mais legais que aprendi com um grande amigo do RH.<\/p>\n<h2><span style=\"color: #695ee8;\"><strong>Voc\u00ea tem uma larga trajet\u00f3ria em diversas empresas e muitas delas de grande porte. Como voc\u00ea v\u00ea que o mundo corporativo olha para quest\u00f5es como ass\u00e9dio no trabalho?<\/strong><\/span><\/h2>\n<p>Quem faz as organiza\u00e7\u00f5es s\u00e3o as pessoas. <strong>Para mim, quem tem que dar o exemplo \u00e9 quem est\u00e1 em posi\u00e7\u00e3o de alta lideran\u00e7a.<\/strong> S\u00f3 quando a alta lideran\u00e7a d\u00e1 o exemplo, todos os outros entendem a mensagem e entendem que precisam tamb\u00e9m dar o exemplo e mudar seus comportamentos. A gente ainda vive em um universo de muito hipocrisia corporativa e se n\u00e3o tivermos coragem de tocar o tema, n\u00e3o vamos mudar a realidade.<\/p>\n<h2><strong><span style=\"color: #695ee8;\">Tamb\u00e9m vimos na pesquisa que a maioria das mulheres assediadas s\u00e3o negras e de baixa renda. Quais mecanismos de prote\u00e7\u00e3o podem ser criados para elas, at\u00e9 quando n\u00e3o se tem a ajuda de um departamento de gest\u00e3o de pessoas?<\/span><\/strong><\/h2>\n<p>Esse \u00e9 um problema s\u00e9rio e tamb\u00e9m sist\u00eamico no Brasil. <strong>At\u00e9 mesmo empresas com um RH forte n\u00e3o conseguem perceber.<\/strong> N\u00e3o sei se voc\u00ea conhece aquela hist\u00f3ria do Magazine Luiza, da funcion\u00e1ria que foi assassinada pelo marido. Foi esse epis\u00f3dio que gerou toda a mobiliza\u00e7\u00e3o do Magalu para revisitar sua pol\u00edtica, seus canais de den\u00fancia e combater de peito aberto a viol\u00eancia contra a mulher. A mulher chegava recorrentemente com hematomas, faltava no trabalho e seus colegas, se perceberam, se omitiam. Eu digo que nesses casos, assim como machismo, racismo, abuso sexual e entre outros, n\u00e3o existe neutralidade. Se voc\u00ea n\u00e3o se manifesta, voc\u00ea \u00e9 conivente e \u00e9 t\u00e3o culpado quanto.<\/p>\n<p>Quando falamos das mulheres negras e de baixa renda que s\u00e3o as mais maiores v\u00edtimas que a pesquisa aponta, voc\u00ea tem que olhar pra essa camada da popula\u00e7\u00e3o para entender como mudamos isso. N\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil, precisamos primeiro entender todo o crit\u00e9rio de exclus\u00e3o, racismo e opress\u00e3o que essas mulheres sofrem. Desde a \u00e9poca da escravid\u00e3o, em que eram objetos sexuais dos senhores de engenho quando eram escravas, e que foi se perpetuando, e faz parte da cultura brasileira, infelizmente.<\/p>\n<blockquote><p><strong>Ent\u00e3o, como a gente transforma essa realidade? Conversando sobre ela, mas buscando pol\u00edticas efetivas, n\u00e3o s\u00f3 corporativas, mas tamb\u00e9m p\u00fablicas que fa\u00e7am com que os direitos dessas mulheres sejam v\u00e1lidos. O que a gente v\u00ea \u00e9 muita mulher negra de baixa renda \u00e0 margem da sociedade sem absolutamente nenhum direito.<\/strong><\/p><\/blockquote>\n<p>O grau de viol\u00eancia contra as mulheres negras, a exclus\u00e3o, sal\u00e1rio e o contexto, \u00e9 muito cruel. Ao tratar do ass\u00e9dio sexual, entender que o racismo estrutural brasileiro tem um componente que agrava essa quest\u00e3o, a gente olha para as mulheres negras. Esse \u00e9 um assunto de direitos humanos para mim.<\/p>\n<hr \/>\n<p><em>Quem \u00e9 Neivia Justa?<\/em><\/p>\n<p>Neivia Justa \u00e9 jornalista e executiva de Comunica\u00e7\u00e3o, Cultura e Diversidade &amp; Inclus\u00e3o, com 30 anos de lideran\u00e7a em empresas como Timex, Natura, Schincariol, GE, Goodyear e J&amp;J. Empreendedora, palestrante, mentora e professora, \u00e9 fundadora e l\u00edder da C-Level Diversity e da #JustaCausa. Criadora do programa #l\u00eddercomneivia e dos movimentos #ondeest\u00e3oasmulheres e #aquiest\u00e3oasmulheres, foi a vencedora do Trof\u00e9u Mulher Imprensa e do Pr\u00eamio Aberje 2017 e, em 2018, foi eleita uma das Top Voices do Linkedin Brasil. Trabalha para transformar o mundo num lugar melhor, mais justo e inclusivo para as futuras gera\u00e7\u00f5es, engajando e formando l\u00edderes para pensarem, se comunicarem e agirem de forma consciente, diversa, inovadora e sustent\u00e1vel, para todas as pessoas.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/factorialhr.com.br\/get-started\"><img decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-43926\" src=\"https:\/\/factorialhr.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/19164454\/software-rh-factorial.jpg\" alt=\"software rh factorial\" width=\"900\" height=\"308\" srcset=\"https:\/\/factorialhr.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/19164454\/software-rh-factorial.jpg 900w, https:\/\/factorialhr.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/19164454\/software-rh-factorial-300x103.jpg 300w, https:\/\/factorialhr.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/19164454\/software-rh-factorial-768x263.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 900px) 100vw, 900px\" \/><\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pela primeira vez, em n\u00edvel nacional, foi realizada uma pesquisa sobre ass\u00e9dio sexual no trabalho em ambientes online e offline. 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